História do Direito Brasileiro
Diferença entre
Common Law e Civil Law:
Commom Law: deriva da tradição anglo-saxônica, sua fonte principal é a jurisprudência, que é o costume jurídico. Neste tipo de direito a
existência de uma norma jurídica
depende da existência de um caso
concreto. Primeiramente surge um caso concreto sem solução jurídica, e
então, o juiz decide com base no costume jurídico local ou conforme a jurisprudência. O raciocínio jurídico
toma por base o caso concreto e a jurisprudência. A lei não é pensada
abstratamente para abranger todos os casos possíveis.
Civil Law: deriva da tradição romano-germânica e sua fonte principal é a lei, lato sensu. Neste
tipo de direito temos, em um primeiro momento, a criação da lei por meio de um
raciocínio lógico-abstrato e um processo legislativo, depois da criação da lei abstrata
pelo legislador, que é a autoridade,
ela é aplicada ao caso concreto. Quando surge um problema, o juiz utiliza a lei
criada para solucioná-lo. Não existindo uma solução jurídica para determinado
problema, cria-se uma nova lei.
Civil Law
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Commom Law
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Fonte à Lei
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Fonte à Jurisprudência
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Autoridade à Legislador
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Autoridade à Juiz
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Tradição romano-germânica
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Tradição anglo-saxônica
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NORMA é aplicada ao CASO CONCRETO
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do CASO CONCRETO é que deriva a NORMA
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Direito ROMANO
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Direito AUTÓCTONE
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Raciocínio lógico-abstrato
(lei é
pensada em tese)
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Raciocínio concreto
(aplica-se
a jurisp. ao caso concreto)
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Brasil Colônia
Tratado de
Tordesilhas (1494): Primeiro
documento assinado entre nações, sem a presença da igreja. Marco inaugural da a
diplomacia moderna.
Período
Pré-Colonial (1500 – 1532): O interesse de Portugal permanece nas Índias pois o
comércio de especiarias é lucrativo na europa. Portugal mantém o interesse de explorar
pau-brasil (escambo com os índios), reprimir invasões estrangeiras e
fundar vilas. Obs: Pelurinhos =
presença do Rei e da Justiça.
Capitanias
Hereditárias (1534): Com a
função de acompanhar a colônia mais de perto, e sem precisar despender dinheiro
da coroa, são distribuídas Capitanias Hereditárias como forma de investimento
privado. Os donatários receberiam as CH e realizaram um investimento próprio
para poderem administrar estas capitanias. Surgem os seguintes documentos
jurídicos: Foral, Carta de Doação e Seis
Marias
Foral: fixava os direitos e deveres dos
donatário. Direitos: exerciam a
justiça, poderiam doar seismarias, poderiam escravizar índios, recebiam 20% do
lucro com o pau-brasil. Deveres: não
poderiam repassar as capitanias, manteriam o MONOPÓLIO da coroa, pagariam
tributos à coroa.
Carta
de Doação: concedia
a CH ao donatário, estabelecia os limites das capitanias. A transmissão das CH ocorreria
pela hereditariedade. Regulamentava a aplicação das leis portuguesas no Brasil (Ordenações Afonsinas, Manuelinas e
Filipinas)
Seismarias: normatizava a doações de terras dentro das CH.
Seriam uma subdoação.
Governos Gerais (1548): A maior parte das CH falharam no intento de
administrar as terras brasileiras. Alguns donatários nunca vieram para o
Brasil, problemas com os índios, dificuldades administrativas e financeiras
permitiram o sucesso de apenas 2 capitanias: Pernambuco e São Vicente. As
demais CH retornaram à coroa e passaram a ser Capitanias Reais. O Brasil
tinha carência de uma CENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA e o Governo Geral foi
estabelecido por Portugal por meio do REGIMENTO GERAL, trazendo definitivamente
o aparelho JURÍDICO-ADMINSTRATIVO de Portugal para o Brasil, com o intuito de
bem administrá-lo.
O Governo Geral tinha a função de administrar a
colônia, defender as terras brasileiras e explorar o sertão.
A organização administrativa do Brasil era a seguinte:
Governador-Geral: função central na administração,
representava a vontade do Rei de Portugal no Brasil.
Ouvidor-Mor: funções relativas à Justiça.
Provedor-Mor: funções relativas à finanças e tributos
Defensor-Mor: funções relativas à defesa das terras brasileiras.
Justiça do século
XVI:
(não existia uma hierarquia clara, mas é claro que os
interesses da Coroa deveriam prevalecer sobre os interesses dos donatários)
Juiz Ordinário: julgava os casos mais costumeiros; residia na comarca, era eleito, nao
era baixaréu em direito, julga de forma consuetudinária.
Juiz de Fora: era o juiz baixaréu em direito, era um emissário real enviado pela
coroa, julgava de forma mais imparcial, evitava o conflito dos Conselhos
Municipais com os da metrópole.
Ouvidor Geral: era escolhido pelo donatário e garantia seus interesses.
Corregedor: Fiscalizava o cumprimento da lei e o interesse da coroa.
Vale destacar que a o ordenamento jurídico vigente no
Brasil é o mesmo de Portugal. Eram utilizadas as Ordenações Afonsinas,
Manuelinas e Filipinas. Sua aplicação era extremamente rígida e dura. As
desobediências eram severamente punidas e isso demonstrava o grande poder da
Coroa e tentava impor pelo medo a ordem nas terras brasileiras. Ao mesmo tempo
o Monarca tinha o poder de comutar as penas e, ao realizar tal fato, era
considerado bom e misericordioso.
Atividades econômicas coloniais: basicamente o Brasil é utilizado no sistema de
Plantation. A forma de administrar a colônia por meio das CH, C Reais e Governo
Gerais demonstram tal fato. Um sistema ESCRAVAGISTA, MONOPOLISTA, VOLTADO PARA
EXPORTAÇÃO e LATIFUNDIÁRIO são as características básicas da exploração das
terras brasileiras. É importante frisar que o Brasil respeita o Pacto Colonial, onde provê matéria
prima para a colônia e recebe produtos manufaturados em troca. Principais produtos: Cana-açúcar,
pau-brasil, tabaco, algodão e pecuária.
União Ibérica (1580 – 1640): com a união dos tronos de Portugal e Espanha, com a
ocorrência das invasões holandesas (ex-colônias espanholas) no nordeste
brasileiro e sua futura expulsão e com a subsequente concorrência açucareira, a
economia brasileira entra em declínio. A falência do sistema açucareiro leva a
INTERIORIZAÇÃO DA COLÔNIA na busca pelo tão sonhado OURO.
A era do OURO (1695): o ouro é
encontrado e traz grandes modificações na colônia.
- Transformações
sociais: a sociedade estritamente
ESTAMENTAL começa a ser permeada por indivíduos que pertenciam a uma camada
mais inferior e que tornaram-se ricos com o ouro.
- Fluxo
migratório para região sudeste
- Mudança de
eixo econômico para o Sudeste
- Arrocho
FISCAL e LEGISLATIVO
- Crescimento
das cidades
Justiça do século
XVII:
- Casa de Suplicação: ficavam em Portugal, era uma espécie de última
instância judicial.
- Relação da Bahia: ficava no Brasil, era uma espécie de segunda instância.
- Corregedor, Ouvidor, Juiz de Fora, Juiz Ordinário: idem
- Juiz de Vintena: juizes de pequenos vilarejos
Como
funciona o direito no Brasil colonial?
Estão valendo as
Ordenações Filipinas – Não há LEI BRASILEIRA;
Direito não é
igualitário ou isonômico;
Prevalece o interesse
dos “homens bons”;
Leis penais rigorosas
e com penas cruéis e duras;
Com a Revolução
Francesa os ideais iluministas fervilham na Europa, isso reflete no direito
português e vai refletir também no direito brasileiro. Os IDEAIS LIBERAIS
pregavam:
- Igualdade
perante a lei
- Limitação do Poder
do rei por meio de uma Constituição
- Estado laico
- Garantia das liberdades individuais
Reforma Pombaliana
(1755): Portugal sofre um terremoto
e o Marquês de Pombal, grande administrador instaura uma grande reforma, e isso
se reflete no Brasil no âmbito jurídico.
- Exclusão das GLOSAS
e OPINIÕES (Leis Romanas).
- Crítica ao saber
jurídico tradicional – forma de pensar Iluminista.
- Crítica às
interpretações de BARTOLO e ACÚRSIO às leis Romanas.
Revoltas brasileiras: principais – Inconfidência
Mineira e Conjuração Baiana. Os
inconfidentes reclamavam da alta carga
tributária e do extremo controle
fiscal da colônia em relação à exploração do ouro. Era um sentimento local
e não um movimento NACIONAL, não há idéia de nação.
à Inconfidência
Mineira: Revolta contra os altos impostos cobrados sobre o ouro. A derrama
estaria prestes a acontecer e a aristocracia mineira queria se libertar do
arrocho político, fiscal e financeiro da coroa. Foram influenciados pelos
ideais liberais. Foram punidos rigorosamente pela justiça local, serviam como
exemplo a não ser seguido.
à Conjuração
Baiana: Revolta também influenciada pelos ideais liberais. Difere da
mineira por ter sido realizada pela população mais pobre. Para as altas camadas
sociais, os pobres, índios, escravos e cristãos novos apresentavam o “defeito mecânico” e eram subjugados e
deixados de lado pelas políticas públicas. Lutavam por um livre comércio,
igualdade e garantias liberais. Foram massacrados e punidos rigorosamente pela
justiça local, serviam como exemplo a não ser seguido.
Brasil Império
Chegada da Familía Real (1808): Família Real chega ao Brasil – Napoleão invade
Portugal – Apoio Inglês
Mudanças
ocasionadas: interiorização da metrópole, estrutura das cidades, importância do
sudeste, aspectos políticos, abertura dos portos para as nações amigas, fim do
pacto colonial, brasil sobe em status, Rio de Janeiro sede do Governo Português
– “Nova Lisboa”.
Primeiro documento jurídico assinado: Abertura dos portos às nações amigas.
Interiorização
da Metrópole: Fim do Pacto Colonial.
Brasil
começa a produzir moeda (Bancos)
Produção
cultural e intelectual
Rio
de Janeiro – Nova Lisboa
Expulsão dos franceses de Portugal (1814): Inicia-se o processo de reconstrução de Portugal. Os
governantes foram fortemente influenciados pelas ideias iluministas.
Reunido Unido de Portugal, Brasil e
Algarves (1815): Brasil
é elevado a condição de Reino Unido de Portugal e isso cria um descontentamento
dos que estavam em Portugal. Eles exigiam o Retorno do Rei de Portugal e
demandavam que ele subjugasse o seu poder a uma Constituição.
Revolta do Porto – Portugal (1820): Exigiam o retorno do Rei, o fim do processo de
“interiorização da metrópole”,
promulgação de uma Constituição. Resultado:
D. João VI retorna a Portugal, mas deixa
seu herdeiro D. Pedro I no Brasil – a
casa de Bragança mantém o controle de Portugal e do Brasil. Surgem algumas correntes políticas no Brasil
– Partido Brasileiro – Partido Português.
Com a vinda
da Família Real para o Rio de Janeiro, a importância do Sudeste como centro
administrativo e político do Brasil foi visível. Há uma divisão entre os
interesses do NORTE e SUL. O NORTE quer manter as relações com Portugal, querem
que a corte Real sai do Brasil, a fim de que o controle sob suas políticas
diminua. O SUL quer a independência de Portugal, os representantes da Corte
Real que aqui ficam querem ter total controle das políticas vigentes, sem
controle de Portugal.
à Essa dicotomia entre NORTE e SUL é a força
suficiente para que ocorra as Guerras de Independência (1822 – 1825)
Primeiro Reinado
Independência do Brasil (1822): D. Pedro I decreta a independência do Brasil. Era um
movimento esperado, pode-se dizer que foi um movimento planejado já por D. João
VI, que deixou seu filho aqui, a fim de manter ambos os tronos sob o comando da
casa de Brangança.
As forças políticas vigentes no país antes da
decretação da independência são as seguintes:
à Partido BRASILEIRO:
Aristocratas
(José Bonifácio): defendiam uma centralização
administrativa, um Executivo forte,
tinham o projeto imperial de expansão
para o interior.
Democratas
(Gonçalves Ledo): defendiam um descentralização
administrativa, um Legislativo
forte.
à Partido PORTUGUÊS: defendiam o retorno de D. João VI e retorno do Brasil à condição de
colônia. (kkk!)
Nesse debate vencem os Aristocratas – propõem uma Constituição (Constituição Mandioca),
que não é aceita por D. Pedro I. A Constituição Mandioca, tinha esse nome
porque foi elaborada por um Poder Constituinte que representavam os “homens bons”- grandes proprietários de
terras e escravos. Não representavam uma vontade popular, e nem foram eleitos
por voto direto.
Promulgacão da Constituição de 1824: D. Pedro I não aceita a constituição e em 1824,
unindo-se com os partidários do ABSOLUTISMO, outorga um nova constituição, a
primeira do Brasil independente.
Importante: 1) D. Pedro
I dissolve a Assembléia Constituinte e outorga a Constituição de 1824.
2)
Apesar da influência iluminista, há pouco interesse REAL nos ideais liberais –
as elites não lutam pelo fim da escravidão, o voto continua censitário.
Características da Constituição de 1824:
- Estabelece uma Monarquia constitucional, hereditária
e representativa.
- Divisão entre 4 Poderes: Legislativo, Executivo,
Judiciário e Moderador.
- Voto censitário e indireto.
- Estabelece o catolicismo como religião oficial,
estando ela subordinada ao Estado.
- Estabelece um rol de direitos e garantias
individuais.
Poder Moderador: Estabelecia que o Imperador era inviolável e sagrado
e que exercia o controle dos outros 3 poderes. Ex: escolha de senadores, sanciona decretos, suspende magistrados,
moderar penas.
Padroado: Forma de administrar a Igreja. O Papa não poderia
estar em todos os lugares para controlar a igreja e então o Poder Monárquico passa
a controlar a Igreja no território brasileiro, representando sua vontade.
Subordina a Igreja ao Estado (apesar do ideal liberar pregar que o Estado deve
ser laico).
(Art 179) Rol de direitos e garantias: ao mesmo tempo que garantia um rol de direito
fundamentais, permitia o regime escravocrata – contradição!!! Este artigo previa a instituição de um Código
Penal e de Processo Penal.
Fim do Primeiro Reinado:
-
Motivos que levaram D. Pedro I a abdicar o trono brasileiro e retornar a
Portugal:
-
Autoritarismo de D. Pedro e insatisfação política – Outorga a
Constituição de 1824, Poder Moderador;
-
Interesse em D.
Pedro pelo trono de Portugal – Sucessão
- Crise econômica e guerras – envio de dinheiro para Portugal, guerra
Cisplatina, Confederação do Equador.
Abdicação de D. Pedro I (1831)
Gera um vácuo no poder pois o filho de D. Pedro I
tinha apenas 5 anos de idade e não poderia governar. Estabelecem-se 3 facções
políticas:
- Restauradores: defendem a volta de D. Pedro I;
- Moderados: defendem a Monarquia como
forma de governo, garantia do interesse das elites e o processo eletivo pelo
voto censitário;
- Exaltados: defendem a melhoria da qualidade de vida da
população e o processo eletivo pelo voto universal;
Governo Regencial (1831 – 1840): Como o príncipe regente não poderia reinar, com o
descontentamento de todas as classes sociais e a crise financeira e política
estabelecidas, instala-se o Governo
Regencial. A principal medida tomada pelos regentes foi a DESCENTRALIZAÇÃO DO PODER. Essa
descentralização buscava evitar a ocorrência de movimentos separatistas e
também satisfazer as vontades políticas locais, que não enxergavam o governo
regencial como legítimo, já que a única autoridade constitucionalmente aceita
era o Rei.
Essa
descentralização ocorreu com as seguintes medidas:
1) Criação da Guarda Nacional (1831): Uma lei é promulgada criando a GUARDA NACIONAL, que
era uma força armada local, posta a disposição das províncias. Esse poder de polícia garante a autonomia
das províncias, que teriam um poder coercitivo para impor sua vontade em âmbito
local.
2) Criação do Código Penal de de
Processo Penal (1830 e 1832): O Código Penal (1830) criado um pouco
antes da abdicação de D. Pedro I já sofre uma influência do Iluminismo Penal
com a obra de Cesare Becaria, revoga o LIVRO V das Ordenações Filipinas e extingue várias penas cruéis, além de aplicar a proporcionalidade da pena e garantir
que a pena não ultrapassasse o apenado, . Mas é com o Código de Processo Penal (1832) que ocorre a descentralização do Poder Judiciário, por meio da criação dos Juiz de Paz.
Juiz
de Paz: juiz leigo, eleito pelo voto censitário, representa
os proprietários rurais, eleição feita nas paróquias/fregueias. Seria o Poder
Judiciário atendendo as demandas das elites dentro da província.
3) Ato Adicional de 1834 e Regência Una
(1834): o AD
autoriza a criação das Assembléias
Legislativas dentro das províncias. A partir deste momento os poderes
legislativos locais passam a ter autonomia para editar leis de seu interesse.
Passam a ter orçamento próprio. Seria a “constitucionalização” da
descentralização administrativa do Império brasileiro.
OBS: Vale
ressaltar que os Presidentes das Províncias continuaram sendo escolhidos pelo
governo central o que gerou diversas revoltas durante o Primeiro Reinado.
DESCENTRALIZAÇÃO -
Províncias com poder de polícia - Guarda Nacional
-
Províncias com Autonomia Judiciária – Juiz de Paz
-
Províncias com autonomia Legislativa – Assembléias Legislativas
Segundo Reinado
Golpe da Maioridade (1840):
- Mesmo havendo uma descentralização de poder tentando garantir a autonomia local,
ainda assim não foi suficiente para se evitar que revoltas aparecessem em
diversas partes do território. Os governos locais não aceitavam a escolha dos
Presidentes das Províncias pelo governo central e o esfacelamento do território
brasileiro pelas revoltas provocou profundas crises política e financeira.
- Conservadores
e Liberais, apesar de possuírem
ideias distintas, perceberam que a única solução era um projeto centralizador
na figura do então príncipe regente, trazendo um governo que se mostrasse
legítimo. Declaram então a maioridade de D. Pedro II e o Brasil retorna ao
modelo de governo centralizado.
Ideal Liberal (Luzias): defendem
um legislativo forte
Ideal Conservador (Saquaremas): defendem um executivo forte na mão do imperador, que
exerceria o poder moderador.
- Edita-se
uma lei que interpreta o Ato Adicional de 1834 – Limita-se o poder das
Assembléias Legislativas, dos Juizes
de Paz, e traz de volta o controle da Polícia Judiciária para o governo
central.
-
Alternância entre Liberias e Conservadores no poder.
Aspectos políticos relevantes do
Segundo Reinado: Centralização
do Poder nas mãos do Imperador, alternância entre Luzias e Saquaremas, consenso
na manutenção da sociedade estratificada, patriarcal e escravocrata.
Parlamentarismo às avessas: D. Pedro II cria o cargo de Presidente do Conselho de Ministro, que será escolhido por ele. O
Presidente do Conselho nomeia os demais ministros. Além disso, com o Poder
Moderador, D. Pedro II pode destituir qualquer um.
Relativa Estabilidade (1850): pode-se dizer que a centralização do poder e a
alternância entre libertadores e conservadores, fruto de um acordo tácito, trouxeram
relativa estabilidade política e econômica ao Brasil. A identidade nacional é
fortalecida pela produção cultural e artística.
ESCRAVIDÃO:
O sistema de produção brasileiro continua sendo
predominantemente latifundiário, escravocrata e para exportação. O regime de
escravidão é a mola mestra da economia e não há mudanças profundas até o fim
século XIX.
1831 – Lei Feijó – proíbe a importação de
escravos – INEFICAZ – conhecida
como “lei para inglês ver”
1850 – Lei Eusébio de Queiroz – Resultado das medidas tomadas pela Inglaterra, que decreta o Bill Aberden, e captura
navios negreiros levando de volta à Africa. Há uma grande pressão Inglesa para
o fim do regime escravista, já que os ingleses atravessam a Revolução
Industrial e necessitam de mercado consumidor para os seus produtos, o Brasil
depende financeiramente da Inglaterra, já que a dívida portuguesa com a
Inglaterra foi transferida para o
Brasil, como forma de reconhecimento de sua independência. A captura dos
navios negreiros gera grande prejuízo aos latifundiários e é uma ameaça a
soberania brasileira, que resolve
decretar a lei proibindo o tráfico negreiro.
Repercussão da Lei Eusébio de Queiroz: O fim da escravidão era algo iminente. Buscando
preparar o ordenamento jurídico brasileiro para o fim que se aproximava, 2 leis importantes
foram criadas: o Código
Comercial, que normatizava as relações comerciais, e que foi derrogado
parcialmente e ainda vale nos dias de hoje e a Lei de Terras, que normatizava a propriedade privada. A
preocupação era legitimar a propriedade nas mãos dos grandes latifundiários já
que os escravos iriam se estabelecer em algum lugar, após o fim da escravidão.
Além disso, a Lei de terras legislava sobre os imigrantes.
1871 - Lei do Ventre Livre – Durante 8 anos o dono do escravo cuidaria da criança.
O Estado indenizaria os custos. Caso não houvesse a indenização, o escravo
trabalharia até os 21 anos para indenizar os custos – SEM EFETIVIDADE REAL
1885 - Lei dos Sexagenários – Escravo atinge os 60 anos, trabalharia mais 3 anos, e
estaria livre.
1888 - Lei Áurea – Abolição EFETIVA.
Guerra do Paraguai: Rompe a estabilidade financeira e política. Fortalece: identidade nacional (brancos,
negros e índios lutando lado a lado), fortalece a autoridade do Exército (papel
importante na guerra), fortalecimento dos movimentos abolicionistas. Enfraquece: estabilidade política e a
popularidade do imperador.
Crise
Religiosa: Crise no Padroado;
Crise Militar: Empoderamento do Exército; e
Crise
Política: Insatisfação das elites
oligárquicas fim do escravismo + surgimento de novos grupos sociais que não se
sentem representados.
Fim do Segundo Reinado: Cafeicultores se unem com os militares e assim seguem
para o Golpe Militar, colocando o Marechal
Deodoro como chefe do governo.
República da Espada (República Velha)
(1a Fase) GOVERNO PROVISÓRIO
(15/nov/89 – 25/fev/91)
Rompidos os três pilares de sustentação do governo,
instala-se o novo governo provisório, que era chefiado por Marechl Deodoro, e
seria um governo de transição entre
Monarquia e República.
Duas chapas são formadas (militares x civis), mas
como a instabilidade política ainda imperava, os militares são escolhido como
ponta de lança das oligarquias cafeeiras.
Decreto nº 1: Estabelece a República Federativa do Brasil, transforma províncias em
Estados Federativos, cria nova bandeira, separa a Igreja do Estado.
Encilhamento: O
encilhamento foi uma política econômica fundamentada na ideia de livre emissão
de créditos monetários. (crise econômica - inflação)
Código
Penal de 1980: A promulgação do
código penal em momento anterior a própria constituição republicana demonstra a
preocupação das novas classes com os ex-cativos que foram libertos ao fim do
regime escravocrata brasileiro (ex:
colocava como crime a prática da capoeira). Não tinha uma técnica jurídica
e possuía características inquisitoriais, visando o controle social. Apesar disso tinha uma contradição, pois extinguia a pena de morte.
Constituição
de 1981: Com a nova
constituição o presidente eleito INDIRETAMENTE é o Marechal Deodoro da Fonseca e
seu vice é Floriano Peixoto. (promulgada em 25/fev/91)
(2a Fase) GOVERNO
DE DEODORO (25/fev/1891 –
nov/1891)
Marcado
por grave crise financeira – política do Encilhamento
Descontentamento
dos cafeicultores paulistas
Falta de
apoio do Congresso Nacional
Deodoro
tentar fechar o CN mas não consegue e renuncia.
Floriano
assume a presidência.
(3a Fase) GOVERNO DE FLORIANO (nov/1891
– nov/1894)
Tem apoio das oligarquias cafeeiras paulistas
Sua posse inconstitucional foi superada
Assumiu o dever de pacificar o país (combate
ferozmente as Revoltas da Armada e Federalistas)
Ideias conflitantes
do período:
Brasil com gov central x Brasil com Estados mais
autônomos.
Disputas entre civis e militares
Eleições indiretas
Posse “incostitucional de Floriano”
Crise econômica – política do encilhamento
Revolta Federalista + Armada
Exército x Marinha
Caracterísiticas da CF/91:
CF/1824
|
CF/1891
|
Outorgada p/ D. Pedro II
|
Promulgada por Assembléia Constituinte
|
Voto Indireto, Censitário, 25 anos
|
Voto Direto, Aberto, Universal*, 21 anos
|
Membros do Leg – Vitalício
|
Membros do Leg – Mandato
|
Monarquia
|
República Federativa
|
Parlamentarismo
|
Presidencialista
|
Centralização
|
Autonomia dos Estados
|
* não
votavam: mulheres, índios,
mendigos, analfab., monges, pracas.
|
|
Grande naturalização
|
A
República Velha é marcada por um governo de transição, onde imperava os
interesses das elites e não há a participação popular.
FASE OLIGÁRQUICA (Política CAFÉ COM LEITE)
Com o fim do momento de transição, passam a dominar
os interesses políticos as oligarquias mineira (leite) e paulista
(café).
Características: Política do Café com Leite, Política dos Governadores, Clientelismo,
Voto de Cabresto, Curral Eleitoral.
É uma fase marcada pela alternância entre
presidentes paulistas e mineiros, representando os interesses destas
oligarquias. Havia um acordo entre estas oligarquias e essa alternância
garantia uma certa estabilidade ao país. A autonomia estadual concedida pela
constituição, o poder econômico e o grande curral eleitoral dos Estados de SP e
MG, o coronelismo e o voto de cabresto permitiram o controle das políticas
pelos Partidos Republicano Paulista e Mineiro.
Coronelismo: o termo remete à criação da Guarda Nacional, criada
no período regencial, que ficava subordinada aos coronéis das províncias. O
coronel da fase oligárquica tinha poder econômico e político, ele era um rico
proprietário de terra que, por meio da troca de favores com a população local, seus clientes, (alfabetização, emprego, saúde, facilidades em geral), conseguia
influenciar no processo eleitoral elegendo os candidatos que interessassem às
oligarquias.
Clientelismo: Processo de troca de favores e de influenciação do
voto. Os eleitores eram os clientes dos candidatos, e estes ofereciam vantagens
em troca do voto.
Voto de
Cabresto: Era possível e
institucionalizado devido ao voto ser ABERTO. Por meio dele o Coronel poderia
utilizar até mesmo a força coecitiva para impor o voto em determinado
candidato, por meio de seus jagunços.
Curral
Eleitoral: Parte da população ou
região onde o voto era controlado pelo Coronel.
Voto no Império
(CF/24): Censitário, Indireto, >25 anos
Voto na República
(CF/91): Direto, Universal* (?), Aberto.
*Universal?
R:Não. Não votavam – mulher, analfabeto, mendigo, monges, praças.
Como
funcionava o governo?
R: O Poder Central não interferia no Poder Estadual
(autonomia) e os Estados com os maiores currais eleitorais elegiam os
candidatos indicados pelo governo central.
Política
dos Governadores: havia uma
comissão verificadora dos diplomas. Os candidatos eleitos que não eram
“situação” passavam por esta comissão e não recebiam o diploma (degola)
Movimentos
Urbanos e Rurais: todas os
movimentos de não inserção da população nas políticas públicas de melhorias
provocaram revoltas no campo e na cidade.
Reclamação
do campo: concentração rural de terras, contestação do poder oligárquico,
movimentos messiânicos
Reclamação
da cidade: preconceiuto racial (busca do embranquecimento – grande naturalização),
desemprego, manifestações culturais e religiosas proibidas.
O
Café: importância
que vinha a força política dos grandes produtores de café. Desse modo, o café
acabava sendo o principal gerador de divisas, dólares que o Brasil utilizava
para suprir suas necessidades exportadoras. Foi por causa do acúmulo de capital
provindo do café que se deu o início da industrialização no país (indústrias de
substituição).
O Código Civil de
1916: passa a reger as relações
sociais – família, propriedade, contratos. Com esta publicação houve a TOTAL
superação das Ordenações Filipinas. Tem caracterísitcas liberais e
conservadoras.
Ideias
Socialistas: a imigração
européia traz os ideais sociaistas da europa e com isso a luta pelos direitos de segunda geração (Direitos Sociais)
da classe operária começa a ser difundida pelos movimentos sindicalistas.
Movimento
Modernista (1922): Rompia com a sociedade tradicional
brasileira e seu modelo político, propondo novos modelos, sociais, políticos e
culturais.
Movimento Tenentistsa
(1922): Para esses jovens oficiais, a maioria
tenentes e capitães, era neces- sário que o Exército se reorganizasse para
novamente ficar a frente dos projetos políticos de desenvolvimento e
modernização da sociedade brasileira como um todo.
Crise do Café com Leite:
- Movimento Modernista
- Movimento Tenentista
(luta pela maior representatividade das classes mais baixas)
- Insipiente
surgimento da classe média (nao tinham representantes)
- CRISE DA BOLSA
(1929) – Grande Depressão.
A crise desencadeia o Golpe Militar que
depõe Washigton Luis e uma junta militar entrega o governo para Getúlio Vargas
em 1930. Começa a ERA VARGAS.
ERA VARGAS
As características marcantes desse período foram:
centralização do poder, processo de industrialização, atuação social forte e
fortalecimento das FFAA. Outras classe começam a sobressair: Militares,
oligarquias dissidentes e classe média.
Governo Provisório de GV (1930 – 1934)
GV governa por Atos Discricionários e Decretos-Leis
buscando a centralização do poder. Também decreta a política dos Interventores
nos Estados, que eram tenentes nomeados para fiscalizar o governo nos Estados.
O governo é provisório porque ainda há constituição
Código Eleitoral de 1932: buscava preparar o país para futuras eleições.
-
Instituiu a
Justiça Eleitoral
-
Institui o voto
OBRIGATÓRIO para Homem > 21 anos, Mulher > 21 anos (facultativo)
-
Representação
CLASSISTA no Poder Legislativo
- VOTO UNIVERSAL, DIRETO e SECRETO
Constituição de 1934:
Constituição de 1934: É chamada de “COLCHA DE RETALHOS” já que trazia
ideais liberais e conservadoras. GV tentava centralizar o poder, acabando com a
influência dos coronéis nos Estados. O Brasil era uma Federação, mas havia uma
tentativa de GV de enfraquecer a autonomia das Estados. Por outro lado, os
tenentes buscavam trazer mais liberdades e prover maior representação às
classes alijadas do governo. O
Legislativo, buscava um estado mais liberal, o Executivo, um estado mais
conservador. Houve a ampliação do
rol de direitos sociais (direitos de segunda geração), já que a
industralização e o processo de imigração fez com que estes ideais fossem
trazidos para o Brasil.
Conturbado
período de 1935 – 1937: A Europa
era semeada por governos totalitários com características facistas, nazistas,
socialistas e comunistas e isso se reflete no Brasil. No Brasil surgem 2
partidos a ANL (Aliança Nacional Libertadora) e a AIB (Ação Integralista
Brasileira). De forma resumida, sem entrar no mérito de posições políticas,
pode-se dizer que:
ANL: incluia os tenentes, tinham influência comunistas,
queriam a revolução pela luta de classes, defendiam um estado centralizador
controlado pelo proletariado.
AIB: combatiam os comunistas, queriam um estado
centralizador e totalitário, Estado interventor.
A Intentona
Comunista (1935) e o vazamento do
Plano Cohen (1937) na mídia são utilizada por GV como pano de fundo ara
justificar um GOLPE MILITAR (1937) para proteger o Estado
brasileiro contra os comunistas. (lembrando que o mandado de GV irira apenas
até 1938)
2) ESTADO NOVO (1937 – 1945) – DITADURA
VARGAS
GV apoiado pelos militares torna-se o chefe do
governo por meio de um golpe militar. Como uma ditadura, sua principal
característica é a a centralização do poder por meio de um Poder Executivo
forte.
A Constituição de 1937 (A Polaca): teve grande influência da Constituição totalitáia
polones, justificando dái seu apelido, a Polaca. Foi uma constituição outorgada. Tinha como principais
características:
-
Poder Executivo
forte;
-
Dissolveu o CN;
-
Previa eleições
INDIRETAS para presidente (mandado de 6 anos);
-
Extinguiu a
Justiça Eleitoral; e
- Federalismo enfraquecido. Estados perdem a autonomia.
Código Penal (1940) e Processo Penal
(1941): Como são confeccionados
em um período ditatorial possuem características repressivas e coercitivas, no
entanto, de uma forma geral, não são considerados obras autoritárias, já que
traziam as teorias do motivo do crime, considerava a personalidade do criminoso
e a individualização da pena. Foram modificados diversas vezes, e são
interpretados hoje conforme a CF/1988.
CLT (1943): Apesar de suas caracterísiticas ditatoriais, GV era
considerado o “pai dos pobres”. Muito se deve por sua luta pelos direitos
sociais dos trabalhadores, estendendo o rol de direitos sociais desta classe. A
CLT trouxe direitos importantes como a Carteira de Trabalho (que também era uma
forma de controlar os trabalhadores), jorandas de trabalho, férias, etc.
Após o fim da 2a GM começa um movimento
contrário às ditaduras. A opinião pública critica duramente a necessidade de um
governo totalitário. A prinicipal crítica era: “GV mandou tropas brasileiras para Europa
combaterem governos totalitaristas, mas o Brasil é um ditadura.”
O Ato Adicional 9 de 1945 previa eleições, mas ao nomear seu irmão para o
chefe da polícia no DF os militares deconfiaram de um golpe de GV e deram um
contragolpe, retirando vargas do poder. Inicia-se no Brasil a fase de redemocratização.
FIM DO ESTADO NOVO – FIM DA DITATURA VARGAS
(1945).
REDEMOCRATIZAÇÃO
A Constituição de 1946: dotada de
características restauradoras, traz de volta as características republicanas da
CF/91 e os direitos fundamentais da CF/1934. Sao estabelecidos:
-
Eleições DIRETAS
e mandado de presidente de 5 anos
-
Reequilíbrios
entres os poderes Executivo e Legislaivo
-
Retorno ao
bicameralismo
-
Fim da
representação classista no Legislativo
- Voto OBRIGATÓRIO para homens e mulheres > 18anos
Gaspar
Dutra, presidente eleito, governo
com uma dura crise econômica causada
pelo endividamento da Guerra, desvalorização da moeda, plano SALTE. Em virtude
disso, GV volta ao poder só que agora eleito pelo povo, por meio das eleiçoes
diretas.
Segundo período de GV (1951 – seria até
1956 – se suicida em 1954): Marcado pela dualidade entre LIBERAIS (apoiam
um estado mais liberal e o capital estrangeiro) e NACIONALISTAS (estado mais
forte e rejeitam o capital estrangeiro). Brasil passa por grave crise
econômica. GV se suicida.
Vácuo no Poder (1954 – 1956):
Conturbado período de sucessões com a posterior
eleição de JK
JK (1956 –
1961): Plano de Metas + “50 anos em
5” – endividamento do Brasil
Janio Quadros
e Jango (1961 -1964): Jango é
deposto pelo militares por suas tendências de esquerda (condecoração à Che
Guevara).
GOLPE MILITAR – DITADURA (1964 - 1985):
Os Atos Institucionais: Os militares,
por meio de um junta militar, passam governar por meio de Atos Institucionais.
Este intrumento jurídico não estava previsto na CF/1946 e era atos
Supranacionais que estavam acima da Constituição. Buscavam legitimar o governo
militar, pode se considerar que instituiu um verdadeira Poder Constituinte por
meio da revolução. Os militares tinham amplos poderes e justificavam suas
medidas pela busca do bem maior, que era trazer a ordem o o progresso ao país.
A Constituição de 1967: Foi uma carta SEMIOUTORGADA, já que o Executivo
ordenou que o Legislativo promulgasse tal Carta. Foi elaborado pelo CN, e
previa um Executivo forte, e forte centralização política. Restringiu direitos
e controlava as formas de comunicação (Lei de Segurança Nacional e Lei de
Imprensa). Retirou o direito dos trabalhadores de realizarem greves e
organizarem sindicatos. Mandado do Presidente era de 4 anos.
Ato Institucional nº 5: Pode ser visto como a mais violenta faceta do governo
militar. O presidente poderia estabelecer o recesso do CN por tempo
indeterminado, cassar mandados, suspender direitos políticos , direitos
individuais e liberdades. Militares poderiam utilizar medidas coercitivas, o
que resultou em excessos.
Emenda de 69 (outra Constituição?): Alguns estudiosos dizem que seria uma nova
Constituição. Foi um endurecimento da Constituição de 1967 e teve 3 principais
características:
-
institucionalizou
os Atos Institucionais
-
extinguiu as
imunidades parlamentares
- aumentou o mandado do presidente para 5 anos.
Década de 70: Milagre brasileiro. Brasil caminha para o processo
de redemocratização que se consolida nas eleições de 1985, onde é eleito
Tancredo Neves. Ele morre antes de tomar posse e José Sarney o sucede.
A Constituição de 1988 (A Constituição
Cidadã):
A Constituição Cidadã, além de reforçar as garantias e
direitos fundamentais relacionados às liberdades públicas e aos direitos de
cidadania, estabeleceu um grande rol de direitos sociais inéditos, bem como
novos direitos denominados “difusos” por pertencerem a toda sociedade, podendo
ser exemplificados pelo direito a um meio ambiente saudável, pelo direito do
consumidor, pelo direito ao patrimônio histórico-cultural, entre outros. A
Constituição recebeu duras críticas de ser ampla, abordando muitas temáticas que,
em geral, não são enfrentadas pelo constituinte, mas sim pelo legislador. Isso
acarretou certa “judicialização” das questões políticas (fenômeno em atual
expansão), pois assuntos comumente enfrentados na esfera do debate político
acabam sendo resolvidos pelo Supremo Tribunal Federal.
CRONOGRAMA
1824 - BRASIL
IMPÉRIO – D. Pedro I.
CF/1824
Outorgada
previa 4 Poderes (Ex, Jud, Leg e MODERADOR)
voto censitário, indireto para homens >25 a.
Senador: Vitalício
Imperador: Hereditário
Não há controle de constitucionalidade
1831 a 1840 - Período Regencial
1834 - Ato
Adicional: em virtude da abdicação
de D. Pedro I em função de seu filho menor D. Pedro II o Brasil foi governado
por uma regência. O ato adicional DESCENTRALIZOU poder por meio da criação da Guarda Nacional (dá a base para a criação
do coronelismo), Assembleias
Legislativas nas províncias e descentralização
do Poder Judiciário - As oligarquias
locais passam a ter autonomia.
1840 - Golpe da maioridade
de D. Pedro II
Bom articulador, D. Pedro conseguiu alternar as
lideranças do governo entre Liberais e Conservadores.
1864 a 1870 – Guerra do Paraguai
Herança de grandes dívidas para o Brasil;
empoderamento do Exército Brasileiro + movimentos abolicionistas; crise do
Padroado – rompem os 3 pilares que sustentam o Império – MILITAR – RELIGIÃO –
OLIGARQUIA.
1889 - PROCLAMAÇÃO
DA REPÚBLICA
1889 a 1894 - REPÚBLICA DA ESPADA
(Decreto #1 – Brasil passa a ser uma República
Federativa Presidencialista)
Sucessão de militares: Marechal Deodoro e Floriano Peixoto.
1890 - Código Penal
O primeiro grande código criado após a decretação da
República foi o penal. Por quê? Em 1888 houve a libertação dos escravos, havia
a necessidade de criar regras de convivência com esta realidade.
CF/1891
Promulgada
Voto: DIRETO, ABERTO, UNIVERSAL*
*Homens > 21 anos
*Não votavam: mulher, analfabetos, mendigos, praças,
monges
Federalismo – com autonomia para os Estados.
Senador: 9 anos
Dep Fed: 3 anos
Presidente: 4 anos
1894 - 1930 - REPÚBICA OLIGÁRQUICA – Café
c/ Leite.
O Voto aberto
institucionalizou o voto de cabresto
e o clientelismo nos principais currais eleitoral (MG e SP).
Coronelismo
Política dos Governadores – Comissão Verificadora –
Degola.
1922 - Movimentos Tenentista e Semana de Arte Moderna
Movimentos que lutam por uma maior representatividade
política. As oligarquias governam em seus interesses e não representam a
vontade popular.
Revolução industrial e imigração de estrangeiros faz
nascer no país uma luta por direitos sociais.
1929 - Crise da Bolsa de NY
1930 - ERA
VARGAS
Um golpe militar tira Washington Luis do poder e põe
GV.
1930 – 1934 - GOVERNO PROVISÓRIO VARGAS
1932- Código Eleitoral
Voto passa a ser DIRETO, SECRETO
H > 21 anos – obrigatório
M > 21 anos - facultativo
CF/1934
“Colcha de Retalhos”
Tem ideais liberadores e conservadores
Centralização do poder no Executiva
Legislativo classista com ideias liberais – SF
enfraquecido
Choque entre Executivo e Legislativo
Voto passa a ser DIRETO, SECRETO
H > 18 anos – obrigatório
M > 18 anos – obrigatório (exercer função pública
remunerada)
Presidente : 4 anos
1935 – Intentona Comunista
1937 – Plano Cohen na mídia
1937 a 1945 – DITADURA
VARGAS
CF/1937
(“A Polaca”)
Outorgada
Dissolve o CN
Centralizadora
Presidente : 6 anos
1940 – Código Penal e
1941 – Código de Processo Penal
Apesar de serem publicações
conservadoras, não são autoritárias, já que definiram teorias sobre crime.
1943 – CLT
1945 – Ato Adicional 9
Este AD previa eleições. No
entanto, há indícios de que GV queria dar um golpe, pois nomeu seu irmão como
chefe da Polícia do DF. Houve um contragolpe militar e tirou GV.
1945 – REDEMOCRATIZAÇÃO
1945 – 1964: Sucessão - GV (eleito), JK, Jânio Quadros e Jango.
CF/1946
Promulgada
Tendências restauradoras da República (CF/91)
Retorno dos direitos fundamentais (CF/34)
Presidente: 5 anos e reeleição
Bicameral
Voto: Obrigatório para TODOS > 18 anos.
1964 – GOLPE MILITAR – DITATURA MILITAR
Militares retiram Jango do
poder com a justificativa da ameaça Comunista no Brasil
Passam a governar por Atos
Institucionais e um Junta Militar.
Atos Institucionais: São atos supranacionais, que estão acima da CF
vigente.
CF/1967
Semioutorgada
Super centralizadora e ditatorial
Presidente: 4 anos
AI 5 - Violenta faceta ditatorial do governo militar
Presidente poderia dar
férias indeterminadas ao Congresso, poderia cassar direitos políticos e
liberdades individuais.
EC/69 – CF/1969
Institucionaliza os Atos Institucionais
Presidente: 5 anos
Extingue as Imunidades Parlamentares
Década de 70 - Milagre brasileiro
1982 - Eleições diretas para todos os mandados, menos para
presidente
1983 - Diretas Já
1985 - REDEMOCRATIZAÇÃO
– Tancredo/Sarney
CF/1988
“Constituição Cidadã”
Outorgada
Presidente: 5 anos c/ reeleição.

Atualizado em 5 de dezembro de 2016.
ResponderExcluirAtualizado em 8 de agosto de 2017.
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